Ela tenta amarrar os cadarços. Dois laços. Um nó. Imagem que resiste no tempo.
Não lembro quando ela me ensinou a amarrar os tênis. Até hoje, de um modo infantil, coloco o dedo para seguir o laço.
Ver a lentidão e o esforço para completar o laço era angustiante. Aquela cena colocava em dúvida o que deveria fazer. Oferecer ajuda para simplificar ou retirar dela a própria força? Como se mexer quando tudo parece se esfarelar?
Amarrar os cadarços para sustentar um intervalo: entre o nó que prende e o laço que permite seguir.