sento no assento
assim saem
poemas desconhecidos
desconcertantes
caem do meu colo
escorregam
entre o chão
entre as pernas
alguns versos
derrapam em um pôr do sol
afinal, os estrangeiros
não aprendem a conjugar-se
vietnamitas
com traços de cor estranha
são escritos em deslíngua
sem terras natais
são somente acentos alheios
tão nossos que temos que escrever
com os dedos na areia
para traduzir nossas versões