Despedir-se talvez seja acordar um dia no quarto e descobrir que não se cabe dentro de si. Partir. Como se alguma coisa, estranhamente transformada, não permanecesse.
Despedir-se pode ser um céu revolto, um vulto ou uma presença que se desfaz diante dos olhos. O desaparecimento no embaralhado de datas, nomes e lugares. Uma sucessão de fragmentos desordenados, sem coerência ou compreensão.
Talvez, no fim, qualquer um possa ser uma travessia.